Todas as encomendas feitas entre os dias 8 e 23 de Agosto serão enviadas a partir de dia 25 de Agosto.

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Histórias de Casa


Na adolescência eu e o Nuno alternávamos a nossa formação entre o Blitz e a revista Arquitectura e Construção ( edição Brasileira )
Na altura o Blitz era um jornal em papel e era lá que semanalmente íamos buscar informação sobre novidades e as análises daquilo que já andávamos a ouvir, compra Cd, empresta Cd. 
O que mais me lembro era o Grunge. Acho que foi a primeira vez que percebi a força da criação de um rótulo para explicar tanta coisa que aparecia ao mesmo tempo numa mesma zona geográfica. Falava-se muito, e eram tantas as bandas que os críticos / jornalistas juntavam sob um mesmo guarda chuva e … morre o Kurt. Eu era mais Pearl Jam e Soundgarden, mas bolas, morreu o Kurt!
Em paralelo, todos os meses comprávamos a Arquitectura e construção, à vez porque era mais cara e podíamos partilhar. Na altura não havia muita coisa sobre este tema e o que havia assentava numa estética mais austera e minimal, casas de arquitecto despojadas e fotografadas como obra acabada, mas muito longe de serem um lar. Era assim com os exemplos das revistas italianas e das monografias de arquitectos que se consultava na biblioteca.
A revista na sua edição brasileira ( também houve ou há uma edição nacional, mas não era a mesma coisa ) estava cheia de casas cheias, cheias de vida, cheias de texturas, cheias de histórias. Casas que o eram porque eram de alguém que as transformava num lar. Não eram projectos de decoração, eram assim porque albergavam vida e a vida enche os espaços de coisas que muita vezes individualmente não são bonitas.
Anos mais tarde, muitos, encontrei no Instagram o Histórias de Casa e ( viagem no tempo ) volto a encontrar essas casas cheias de vida, desenhadas por arquitectos e pensadas para receber vida. Há todo o tipo de casas, maiores, menores, desenhadas de raíz, arrendadas e adaptadas, mas todas cheias de camadas, essas camadas que fazem a vida. 
Adoro!

>>> Histórias de Casa

Refúgio no campo


Quando vivíamos em Lisboa e quando a Amélia nasceu o nosso T1 + 1 ficou ainda mais pequenino.  A ideia de trocar de casa novamente não fazia parte dos nossos planos. Lisboa ainda não era a loucura de preços de hoje, mas tínhamos acabado de renovar o apartamento todo e na realidade adorávamos viver ali.
Numa conversa normal de fim de tarde, um amigo falou-nos de um casal amigo que tinha dois filhos , vivia numa casa pequena no centro e ao fim de semana fugiam para um refúgio algures e aí sim, com mais espaço para todos. Esta ideia passou a ser quase o nosso lema, talvez porque assim viver numa casa pequena até era super fixe porque a ideia era termos um qualquer refúgio com espaço.
Mas como tantos outros planos, foi ficando na gaveta ( nós temos a capacidade de fazer muitos muitos planos) e depois de decidirmos vir viver para as Caldas essa ideia deixou de fazer tanto sentido. 
Alguns anos depois a seguir a página da Joana ( Violeta cor de Rosa ) e ver o seu novo projecto casa avô esta vontade voltou a ganhar mais espaço na lista dos nossos planos. Talvez de uma forma inversa, a casa onde vivemos tem mais espaço e o refúgio pode ser um espaço pequenino com muita luz e um pequeno pátio. Lembro-me sempre de uma imagem de uma pequena casa que um casal construiu no meio de uma floresta e que um dos alçados é todo feito com janelas em madeira antigas.
Planos e projectos sempre a crescerem nas nossas cabeças, acho que é uma das coisas que me dá muito felicidade, mesmo que muitos deles não passem do papel.

 

Inspirações


Espaços e casas que inspiram.
Ou pedacinhos de espaços e casas que inspiram.
Lambris de madeira, com ou sem cor, ou só de cor, mas que são sempre apontamentos de aconchego.